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segunda-feira, 2 de julho de 2012

Marcha pela Diversidade Sexual chama à reflexão

A Marcha Pela Diversidade Sexual coloriu o calçadão de Pelotas na tarde deste sábado (30). Cerca de 80 pessoas levaram às ruas um chamamento à sociedade. Com rostos pintados, carro de som, megafones, cartazes, guarda-chuvas nas cores do Movimento Gay e coreografias bem humoradas, os manifestantes espalharam clamor por respeito: "Em amo homem, amo mulher. Tenho o direito de amar quem eu quiser", repetiam em uníssono.

Um recado que deve - e precisa - ser ouvido por todos. Sem distinção. A agente técnica de cooperativismo, Luciane Almeida, de 39 anos, juntou-se à caminhada e fez questão de levar a filha Ana Carolina, de cinco anos de idade, com a certeza de que os pequenos, puros, estariam esvaziados de preconceito, não fosse o olhar da própria sociedade. "Acredito que as novas gerações irão trabalhar com o respeito à vida. Às diferenças do outro", diz e repassa os valores da não violência.

É o maior sentido do movimento desta tarde. "Sabemos que a primeira manifestação de homofobia ocorre dentro de casa. Depois passa para escola e vai piorando", lamenta o integrante do Grupo Também, Fabiano Neis. Resultado: "A pessoa, muitas vezes, fica retraída em se assumir e torna-se infeliz", reitera o jovem. Daí a necessidade de ecoarem mensagens como as entoadas por ruas centrais de Pelotas. Da mesma Pelotas que completa 200 anos. "A nossa luta é todo dia. Contra o racismo, o machismo e a homofobia".

A Marcha integra a Semana da Diversidade Sexual, promovida pelos grupos Também, Pela Livre Expressão Sexual, Coletivo Fruta Mordida (composto por estudantes da UFPel), Levante Popular da Juventude, Gesto e Instituto Mário Alves (IMA).

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